Buaiteoir


Buaiteoir é uma banda de Folk Metal do Recife, Pernambuco, Brasil, formada em 2013 por João Andrade. Próximo de celebrar 10 anos de existência Andrade, ainda, mantém a proposta original de apresentar uma sonoridade experimental, sem a tradicional guitarra, onde a bateria e o baixo (distorcido) mantêm o peso do Heavy Metal, enquanto as flautas Irlandesas (Tin e Low Whistle), o bandolim e o bodhrán criam o clima folk das canções.

A discografia do Buaiteoir é composta pela demo “Darvaza” (2013), o EP “Tionscnamh” (2014), o álbum “Helianthus” (2021), os singles “Caoineadh” (2015) e “Sweet lie of a bitter sooth” (2016), Among the Dead (Battle of the Tabocas) (2021), Last hopes (2022) e os tributos ao Motrörhead (2022) e ao Bathory (2022).

O primeiro registro da banda “Darvaza” (2013) contém três músicas pouco trabalhadas, sem qualidade técnica de gravação, soando bem ao estilo underground. Metal extremo com pegadas de guitarra e baixo, rápidas e intrincadas, acompanhadas por variações e blast beats na bateria são a base da demo. Joabson Silva (ex-Uncivilized) gravou as guitarras e alguns dos vocais guturais. A temática das letras é sobre mitologia escandinava, festividades pagãs, filosofia e ocultismo.

A partir de “Tionscnamh” (2014) é definido um estilo próprio para o Buaiteoir, apesar de ainda contar com algumas linhas de guitarra feitas por Guilherme Silva (Pandemmy) e Joabson Silva o EP é considerado um marco histórico na discografia do Buaiteoir. O trabalho aborda temas como solidão, angústia, melancolia, stress, rotina, exaustão, ansiedade, síndrome do pânico, depressão, suicídio e o poder dos sentimentos. São experiências pessoais vividas pelo músico entre os anos de 2013 e 2014, durante a transição da adolescência tardia para a vida adulta, deixando de lado os devaneios e utopias (doces mentiras) para encarar a vida real (amarga verdade).

Apesar da escassez de recursos, Andrade conseguiu, por meio da internet e das emergentes redes sociais, apoio para divulgação do EP na Europa, onde teve boa repercussão. Entusiasmado com os feedbacks em 2016 se desenhava a possibilidade da gravação do primeiro álbum.

Mesmo com o conceito já estabelecido mais uma vez apareceram mudanças, que o próprio músico costuma chamar de “experimentação”. João traz de volta a guitarra e Joabson vai para o baixo e vocal. O resultado é o single “Sweet lie of a bitter sooth”, uma antiga canção, composta em 2005. O desejo por lançar o primeiro álbum se resumiu na gravação dessa música e do single Caoineadh (2015) que é uma continuidade do EP (2014), porém com instrumental mais elaborado. Na vida pessoal as dificuldades só aumentaram ao longo dos anos, nesse período Andrade estava em tratamento contra a depressão.

A partir de 2015 o mundo colapsado entra em uma nova fase… Um longo silêncio marca os anos seguintes. O caos e a escuridão ainda acompanharam João Andrade até o ano de 2020, quando as portas de um novo mundo se abriram para o músico e compositor.

“Ninguém está realmente livre da depressão, mas você pode aprender a conviver amigavelmente com a doença”.

Em 2021, é lançado o single Among the Dead (Battle of the Tabocas) que pela primeira vez tem reconhecimento dentro e fora da cena no Brasil. o Single foi lançado no programa da Rádio Jovem Rock FM (Minas Gerais), participando de diversos festivais online nacionais como o Jovem Rock Fest, Caio Indica (Sergipe) Fest, Ring of Time Fest (Recife/PE) e internacionais, Rock to Ride Fest do selo RTR Label, de Programas Online na Argentina, além de estar tocando em diversas Rádios Web Brasil a fora. A repercussão foi tão grande que a própria Secretaria de Cultura de Pernambuco reconheceu o trabalho em homenagem aos 376 anos da Batalha do Monte das Tabocas (1645), disponibilizando em seu perfil no instagram um vídeo comemorativo da Prefeitura da Vitória de Santo Antão tendo a música como tema.

O álbum “Helianthus” (2021). O surgimento do Streaming possibilitou a democratização e distribuição da música digital. Seguindo este caminho, em 12 de junho de 2021, em conversa com sua produtora e esposa Gleice Pinheiro, surgiu a ideia de disponibilizar as músicas do Buaiteoir nas plataformas digitais, através da OneRPM. As Masters do material, com exceção da demo, foram cuidadosamente guardadas (por 7 anos), o que possibilitou uma reedição do material (mixagem, masterização e adição de novas trilhas).

Em 2022, foi lançado o single “Last hope” e mais tarde os tributos ao Motörhead e Bathory pela Antichrist Magazine e Grand Sounds Promotion da Ucrânia.

“Buaiteoir é mais que um projeto musical. Quando minha antiga banda acabou em 2011. Eu precisava encontrar um nome que tivesse um significado, que fosse representativo o baste para que eu o carregasse comigo até a eternidade. Desde adolescente minha autoestima estava longe de ser algo à altura do título (auto), sempre me vi como fraco, mas nunca quis ser um perdedor, então encontrei a palavra que me fortaleceria no idioma irlandês. O mais interessante disso tudo é que durante as gravações do EP Tionscnamh eu estava caindo tão rapidamente na escuridão que nem consegui gravar as vozes da música Buaiteoir’s song pelo fato de não me sentir como tal. Este é o motivo dela aparecer no EP apenas como instrumental. Eu havia dito para mim mesmo que se um dia eu cantasse essa música, seria porque eu havia superado tudo e me tornado um Vencedor”.

O Underground é o palco do Buaiteoir, mais que music business temos gratidão por cada pessoa que nos ajuda e semeia nossa mensagem mundo afora. Deixo aqui meu agradecimento de coração às nossas amigas e aos nossos amigos espalhados pelo Brasil e pelo mundo afora.